PELA PRIMEIRA VEZ, ALUNO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE LUZILÂNDIA CLASSIFICA-SE PARA ETAPA REGIONAL DA 6ª OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Moro em uma cidade

Que até no nome tem luz

E é na época do Natal

Que a esse nome mais faz jus.

Foram esses os versos iniciais do poema que classificou Kalleo Klark Buenos Aires, do 5º ano, da U. E Tia Zuleide,  para a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa, com seu poema intitulado “Moro em uma cidade”. Para a execução da tarefa, teve como proposta base o tema: Lugar onde vivo, que reforça a valorização da interação de crianças e jovens com seu território, e foi a principal forma de estabelecer um ponto de partida para a realização da atividade, coordenada pela professora de Língua Portuguesa Léia do Prado, que explica como executou o processo em sala: “Foi feita a proposta de produção textual na categoria. Incentivei-os a escreverem, falei da importância e da proporção que poderia tomar. Dei exemplos de poemas finalistas e eles produziram. Realizamos as oficinas. Fui trabalhando a questão do aprimoramento dos textos. Fazendo ajustes aqui e ali. Formamos uma comissão pra seleção e o dele foi escolhido.”

Sobre Kalleo, a professora tece muitos elogios: “Exímio aluno, exemplo de estudante. Costumo dizer que ele faz jus ao nome de estudante porque tem prazer de estudar, capricha em tudo que faz, tenta sempre dar o melhor de si. Está sempre questionando comportamentos dos personagens dos livros que lê. Bem crítico!”

“As Olimpíadas estão em sua sexta edição e pela primeira vez temos um aluno da rede municipal se destacando chegando a etapa regional”, fala a secretária de Educação Socorrinha Meireles, que também vibrou com a notícia.

“Fizemos a adesão para a participação dos alunos das nossas escolas, e a classificação do Kalleo, é um grande orgulho, e serve como motivação para que outros alunos participem nas próximas edições.

Quando perguntado sobre o processo criativo para produzir o texto, o garoto seguro em suas palavras respondeu: “Demorou alguns dias pra fazer esse poema, fazer essas rimas, mas eu me senti focado nos pontos turísticos, mostrar, incentivar mais os turistas pra vir pra cá”. Kalleo também falou sobre sua reação ao chegar em casa e contar que havia sido classificado. “Eu cheguei correndo e gritando que tinha sido escolhido,… fiquei muito feliz”.

As Olimpíadas de Língua Portuguesa tem o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino e aprendizagem da leitura e escrita nas escolas públicas de todo país, por meio de ações de mobilização para a formação de professores de língua portuguesa, o Itaú Social criou em 2002, sob a coordenação técnica do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, o Programa Escrevendo o Futuro, voltado para ações de formação presencial e a distância, disponibilização de materiais com orientações pedagógicas e promoção da reflexão sobre práticas educativas.

LEIA O POEMA NA ÍNTEGRA

 MORO EM UMA CIDADE…

Kalleo Klark Buenos Aires Carneiro

 

Moro em uma cidade

Que até no nome tem luz

E é na época do Natal

Que a esse nome mais faz jus.

Cheia de luzes natalinas,

Luzilândia, como é chamada,

Parece uma constelação

De tão iluminada!

 

Moro em uma cidade

Com um rio muito importante.

Ele mata a sede e a fome

De todos os seus habitantes.

Sendo assim então,

Estou certo que não há

Lugar melhor no mundo

Pra sobreviver e morar.

 

Moro em uma cidade

Onde o braço do rio Parnaíba

Abraça peixes que todo ano

Vêm rio abaixo, rio arriba,

Encontrar com pescadores,

Com seu João e seu José,

Com Antônios e Franciscos,

na barragem do igarapé.

 

Moro em uma cidade

De um povo trabalhador,

Onde a profissão mais popular

É a de pescador.

Que ao lançar a rede,

Buscando o pão de cada dia

Faz movimentar também

A nossa economia.

 

Moro em uma cidade

Bonita por natureza.

São vários cartões-postais

Que mostram essa beleza:

Monumento do Pescador

E Igreja de Santa Luzia

Representam nossa cidade

Em belas fotografias.

 

Moro em uma cidade

Onde a paisagem se transforma.

Na estiagem, bancos de areia

No meio do rio ganham forma.

E na margem, o Porto das Pedras,

Antes coberto pela enchente,

Ressurge, como que dizendo:

“Eis-me aqui novamente”.

 

Moro em uma cidade

Com um calçadão no mercado

Onde vendedores ambulantes

Armam barracas pra todo lado.

Principalmente às sextas-feiras,

Das bancas sai a mercadoria

Que abastece a geladeira

E a casa da dona Maria.

 

Moro em uma cidade

Que tem festa o ano inteiro:

Festejos de Santa Luzia,

De São Francisco, de São Pedro.

Fevereiro é carnaval,

Junho e julho, São João.

Março é aniversário

De sua emancipação.

 

Moro em uma cidade

Onde xote, baião e forró,

Tradicionalmente embalam

O vovô e a vovó.

No Centro dos Idosos,

O baile da melhor idade

Desatrofia as “juntas”

E ainda traz felicidade.

 

Moro em uma cidade

Cujo hino tem um refrão

Que é um verdadeiro

Canto de exaltação!

Encantado, canto a canção

Do lugar onde nasci:

“Luzilândia, berço amado…

Rainha do Piauí”.

 

 

Assessoria de Comunicação